terça-feira, 30 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Wescley, ex-zagueiro do Vasco

Por André Schmidt

FICHA DO JOGADOR

Wescley Pina Gonçalves
Zagueiro, 15/07/1984, Vila Velha (ES)

Pelo Vasco
2002 - 1 jogo e 0 gols
2003 - 43 jogos e 3 gols
2004 - 31 jogos e 1 gol
Total - 78 jogos e 4 gols

AS - Logo em seu primeiro ano como titular dos profissionais do Vasco você conquistou o Campeonato Carioca. Como foi estrear já com título?
W - Muito importante para eu poder me manter entre os profissionais e sempre bom ganhar um título.

AS - Você teve passagem pelas seleções de base do Brasil. Qual a importância para você de ter tido esta experiência?
W - Importância muito grande, porque desde muito novo já pude representar o futebol brasileiro usando essa camisa amarelinha que é respeitada no mundo todo. Uma responsabilidade muito grande também e serviu de bagagem para eu poder ter minha oportunidade no profissional, que era tudo o que um menino na base de um clube quer.

AS - A cobrança de falta sempre foi um ponto forte seu. Tem algum jogador, ou ex-jogador, que você se inspira?
W - No nosso grupo mesmo tinha jogadores que batiam muito bem na bola, como o Pet e o Marcelinho Carioca, e eu procurava observar. Quando eles não estavam no jogo eu tentava fazer bem o papel.

AS - Em 2004, o Vasco passou por um período difícil, com algumas rixas dentro do grupo - principalmente após a chegada de Edmundo - entre jogadores de renome como Petkovic e Marcelinho Carioca. Como era o clima daquele grupo? É difícil trabalhar em um grupo com muitas estrelas?
W - Eram jogadores já com um nome muito grande no futebol e, querendo ou não, existe a vaidade, era isso que atrapalhava. Mas para mim, e meus amigos que estavam subindo comigo para o profissional, era muito difícil, porque quem esta subindo precisa de um grupo forte e um time forte para poder fazer um bom trabalho. Quando o time não ganhava, a imprensa colocava toda a culpa em nós, meninos, que estavam subindo e consequentemente uma parte da torcida achava o mesmo e acabava vaiando alguns jogadores, e isso era ruim.

AS - Você deixou o Vasco ainda muito jovem - com 20 anos se transferiu para o Maccabi Haifa, de Israel - como foi a sua adaptação ao país e ao clube?
W - É sempre difícil a adaptação, ainda mais para um jovem, saindo novo sem experiência nenhuma de como é um time fora do seu país.

AS - O que o motivou a deixar o Vasco tão cedo?
W - Acho que muito pelo momento que o time tava vivendo, aí tive essa oportunidade. Se fosse hoje acho que não sairia. Na verdade, eu tinha medo de não continuar no profissional, nós éramos muito criticados e isso dava muito insegurança. E na própria diretoria eu não via aquela confiança no meu futebol, isso dava medo.

AS - No ano seguinte, 2005, você retornou ao Brasil para defender o Corinthians, conquistando o maior título de sua carreira: o de campeão brasileiro. Como foi atuar ao lado de grandes jogadores como Tevez, Mascherano e Nilmar?
W - Experiência maravilhosa, o Tevez e o Mascherano eu já conhecia muito bem, sempre fomos rivais de seleção de base e a maioria do grupo eu conhecia porque eram todos da minha idade e companheiros de seleção, como Marcelo Mattos, Carlos Alberto, Wendel e Marcelo. Era muito show estar naquele grupo, aprendi muita coisa. Ser campeão brasileiro então foi tudo de bom. Agradeço a DEUS por um dia ter me dado essa oportunidade, de fazer parte de um grupo daquele e ter vestido a camisa do Corinthians, um dos clubes mais importantes do Brasil.

AS - Depois de uma passagem pelo Estrela Amadora de Portugal você retornou ao Brasil para atuar pelo Juventude. Como você avalia a sua passagem pelo futebol europeu?
W - Esse clube não existe, não gostei, passei por momentos chatos nesse time.

AS - O que aconteceu em Portugal que lhe aborreceu tanto?
W – É um clube sem estrutura nenhuma. Teve dia que nem campo para treinar tinha! Quando eu cheguei lá fiquei sabendo que tinha jogador que estava há oito meses sem receber salário. O presidente não queria cumprir com um acordo que tínhamos no contrato porque minha esposa foi grávida e eles tinham que pagar o parto e as coisas do hospital. Faltando um dia para meu filho nascer, ele ficou fugindo de mim dizendo que não ia pagar e eu ligava e ele desligava o telefone na minha cara. Foi muito desgastante, porque estava fora do meu país e preocupado com o meu filho. Mas Graças a DEUS o médico foi super legal conosco e falou assim: “Se está no contrato ele tem pagar.”, e deu tudo certo. Logo depois disso pedi para ir embora.


AS - Em Caxias, você foi vítima de um assalto em que seu filho acabou baleado, mas sobreviveu. Essa violência fez com que você desistisse de atuar no Brasil? O que mudou em você, dentro e fora de campo, após este episódio?
W - Não foi isso que fez eu sair do Brasil não, acho que foi mais pela falta de oportunidade em algum clube bom aí, No momento que aconteceu isso com meu filho foi o momento mais difícil da minha vida, mas eu achava que era forte demais e que não tinha tido nenhuma mudança em meu comportamento, até porque era difícil acreditar que aquilo tinha acontecido com meu filho que tinha sete meses. Eu não tinha muito noção, parece que a ficha não tinha caído que ele tinha tomado um tiro e eu tentava viver normalmente, como se nada tivesse acontecido. Uma hora antes de acontecer isto, ele estava dentro de casa pulando em uma cadeirinha de balanço e eu não queria acreditar, quando eu ia treinar sempre falava pra ele: “-O papai vai trabalhar e cuida da mamãe, porque quando eu não estou é você o homem da casa.” E ele me olhava como se entendesse. Quando eu o vi no hospital entubado foi muito ruim. No outro dia de manhã eu tive força para ir treinar, não queria ficar lá no hospital senão ia ficar louco. Quando ele foi operado, ele não tinha aberto os olhos ainda, mas quando eu tava saindo para o treino falei a mesma coisa que falava sempre do ladinho dele e foi uma emoção tão forte que ele abriu os olhos e olhou para mim. Mas depois de dois anos do ocorrido parece que caiu a ficha agora e naquela época eu achava que eu não tinha mudado meu comportamento. Hoje eu vejo que fiz coisas que nunca deveria ter feito no clube, de brigar com as pessoas, de ser grosseiro com companheiro, de discutir com diretor, mas hoje quando o vejo brincando e correndo, me pego chorando sozinho. Ou quando vejo alguma coisa que aconteceu com alguma criança me faz chorar. Mas não conta para os atacantes não porque senão eles vão achar que sou um zagueiro meigo né?! (Risos)

AS - Atualmente você está na Turquia defendendo o Denizlispor. Qual a grande diferença de estrutura entre os clubes em que você atuou fora do Brasil e os daqui?
W - Sim, é um clube pequeno, porém, tem uma estrutura muito boa, um CT ótimo, que clubes grandes aí do Brasil não tem.

AS - Você defendeu o Criciúma na Série B 2008, mas a equipe catarinense acabou rebaixada. O que você acha que é mais complicado na disputa da “segundona”?
W - É mais pegada que a Série A. O time que não conseguir ter uma equipe competitiva, que corra bastante e que lute muito, tende a cair ou não conseguir o grande objetivo que é subir para a primeira. Foi o que aconteceu conosco lá no Criciúma. No papel tínhamos um time ótimo, com jogadores de nome, mas não conseguimos formar um time competitivo. Muita mudança de treinador e outros vários fatores também contribuíram para a queda.

AS - Você aceitaria retornar ao Vasco?
W - Com certeza! É um clube que admiro muito, vivi minha adolescência toda no Vasco. Cheguei com 12 anos e saí com 20, todos dentro de São Januário. Tenho um respeito muito grande pelo Vasco, foi o clube que me deu toda estrutura para eu ser um bom jogador, uma pessoa melhor e hoje, depois de todo esse tempo que sai daí, a vontade de voltar é grande. Hoje estou com 25 anos, muito mais maduro, mais experiente, mais seguro do meu futebol, com uma família formada, mais responsável e, se um dia eu tiver a chance de vestir essa camisa de novo, vai ser como da primeira vez que cheguei à São Januário, com 12 anos e cheio de expectativa e sonhos.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
W - O Sentimento não pode parar! Um grande abraço para todos! Estamos na luta até o fim para retornamos para a Série A. AMO ESSE CLUBE DE CORAÇÃO!

VÍDEO DO JOGO EM QUE WESCLEY MARCOU O SEU PRIMEIRO GOL PELO VASCO:

Baú do Portuga: há 52 anos, Vasco goleava o Benfica-POR em pleno Estádio da Luz

Válter Marciano marcou dois na goleada
Por André Schmidt

Vasco da Gama 5x2 Benfica-POR

Data: 30/06/1957
Amistoso
Estádio – Estádio da Luz-POR
Gols - Válter (2), Sabará, Livinho e Pinga; ???? (Benfica) e ???? (Benfica)

Vasco - Carlos Alberto (Hélio), Dario,Viana,Orlando e Ortunho; Laerte,Sabará, Livinho e Pinga;Vavá e Válter (Roberto Pinto). Técnico: Flávio Costa

Benfica - ????

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Lembra dele no Vasco?" - Géder

Por André Schmidt

Na última semana o nome do zagueiro Géder foi ventilado como um possível reforço do Flamengo para esta temporada. O jogador, que atualmente está no Le Mans da França, começou a sua carreira nas categorias de base do Serrano - da minha cidade, Petrópolis-RJ - e foi ainda com idade de juniores para o Vasco, em 95. Com apenas 19 anos fez a sua estreia nos profissionais em uma partida do Campeonato Carioca de 97 e no ano seguinte já fazia parte do elenco principal que conquistou a Libertadores. Porém, seus melhores momentos no clube foram em seus dois últimos anos na equipe - 2001 e 2002. Após a saída de jogadores como Mauro Galvão, Junior Baiano, Alexandre Torres e Odvan, o zagueiro ganhou a vaga de titular e foi bem. Em 2003 deixou São Januário e se transferiu para o Saturn, da Rússia. Teve uma boa passagem pelo Spartak Moscow nas temporadas 2006/2007 e no ano passado acertou contrato com o Le Mans, onde atua até hoje.

FICHA DO JOGADOR
Antônio Géder Malta Camilo
Zagueiro, 23/04/1978, Recreio-MG

Pelo Vasco
1997 - 1 jogo e 0 gols
1998 - 15 jogos e 1 gol
1999 - 28 jogos e 0 gols
2000 - 11 jogos e 0 gols
2001 - 51 jogos e 1 gol
2002 - 50 jogos e 2 gols
Total - 156 jogos e 4 gols

ESTREIA DE GÉDER PELO VASCO:

Vasco Da Gama 4 x 0 Bangu (RJ)
Data: 18/05/1997
Campeonato Estadual
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Jorge Fernando Rabello
Público : 1.206
Gols : Pedrinho (Vasco 39/1ºT), Edmundo (Vasco 45/1ºT), Edmundo (Vasco 14/2ºT) e Pedrinho (Vasco 28/2ºT)

Vasco - Carlos Germano, Pimentel (Maricá), Moisés, Alex (Géder), Felipe, Fabrício Eduardo, Fabrício Carvalho (Cristiano), Juninho, Ramón, Edmundo e Pedrinho Técnico : Antônio Lopes

Bangu - Alex, Marcelo Cardoso, Paulo Campos, Nailton, Flavinho, Marcão, Humberto, Ado (Marquinhos), Edilson, Serginho (Alex Rangel) e Fabinho (Marinho Júnior) Técnico : Luís Alberto

PRIMEIRO GOL DE GÉDER PELO VASCO:

Vasco Da Gama 1 x 0 Grêmio (RS)
Data: 18/08/1998
Copa Mercosul
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Wilson De Souza Mendonça
Público : 402
Gols : Géder (Vasco 24/2ºT)

Vasco - Márcio, Géder, Alex, Henrique, Vítor (Fabiano Eller), Maricá, Nélson, Fabrício Eduardo, Gian, Mauricinho (Rogério) e Sorato (Vanderlei) Técnico : Alcir Portella

Grêmio - Danrlei, Itaqui, Rivarola, Scheidt, Roger, Fabinho, Goiano, Ronaldo (Tinga), Rodrigo Mendes (Ricardo Miranda), Zé Alcino e Clóvis (Danlaba) Técnico : Celso Roth

Imagem: Álbum Campeonato Brasileiro 1999 - PANINI

Troféu Ademir Menezes: Carlos Alberto tenta voltar à disputa

Por André Schmidt

- Entenda como são computados os pontos:
São computados os gols, as assistências e os penaltis sofridos por cada jogador, para que se defina o vencedor. Para que se tenha uma disputa justa, cada gol marcado terá peso 2, ou seja, valerá dois pontos. Já as assistências e penaltis sofridos (que resultarem em gols), terão peso um. Em caso de empate, levará a melhor quem tiver mais gols marcados. O segundo quesito é o número de jogos disputados.

Confira como está a disputa do Troféu Ademir Menezes:
Legenda: Posição - Jogador - gols (pts) - assistências (pts) - penaltis (pts) - total

1º - Élton - 12 (24) - 4 (4) - 0 (0) - 28 pontos
2º - Pimpão - 10 (20) - 3 (3) - 2 (2) - 25 pontos
3º - Carlos Alberto - 7 (14) - 2 (2) - 0 (0) - 16 pontos
4º - Paulo Sérgio - 2 (4) - 8 (8) - 2 (2) - 14 pontos
5º - Léo Lima - 6 (12) - 1 (1) - 0 (0) - 13 pontos
6º - Jéferson - 4 (8) - 3 (3) - 0 (0) - 10 pontos
7º - Nílton - 4 (8) - 1 (1) - 0 (0) - 9 pontos
8º - Ramón - 2 (4) - 5 (5) - 0 (0) - 9 pontos
9º - Faioli - 3 (6) - 1 (1) - 1 (1) - 8 pontos
10º - Edgar - 3 (6) - 0 (0) - 0 (0) - 6 pontos
11º - Allan Kardec - 2 (4) - 1 (1) - 1 (1) - 6 pontos
12º - Enrico - 2 (4) - 1 (1) - 0 (0) - 5 pontos
13º - Tiago - 2 (4) - 0 (0) - 0 (0) - 4 pontos
14º - Titi - 2 (4) - 0 (0) - 0 (0) - 4 pontos
15º - Vilson - 2 (4) - 0 (0) - 0 (0) - 4 pontos
16º - Fernando - 1 (2) - 0 (0) - 1 (1) - 3 pontos
17º - Matheus - 1 (2) - 0 (0) - 0 (0) - 2 pontos
18º - Gian - 1 (2) - 0 (0) - 0 (0) - 2 pontos
19º - Souza - 1 (2) - 0 (0) - 0 (0) - 2 pontos
20º - Alex Teixeira - 0 (0) - 2 (2) - 0 (0) - 2 pontos
21º - Amaral - 0 (0) - 1 (1) - 0 (0) - 1 ponto
22º - Fágner - 0 (0) - 1(1) - 0 (0) - 1 ponto
23º - Bruno Gallo - 0 (0) - 0 (0) - 1 (1) - 1 ponto
24º - Pará - 0 (0) - 1 (1) - 0 (0) - 1 ponto

Coluna do Portuga - "Não é hora! Ainda não..."

Por André Schmidt

Esta seria uma excelente oportunidade para sentar em frente ao computador e começar a criticar todo mundo, desde o Dinamite até o porteiro do Vasco-Barra. Seria fácil pedir a queda de Dorival Júnior e a saída de diversos jogadores que não vem correspondendo com o que a torcida esperava. Nada mais comum também falar que Campeonato Carioca é muito mais fácil do que o Brasileiro - mesmo sendo o da Série B - mas nem isto nós conqusitamos e que está na hora de sairmo desta fila de seis anos. Mas nenhuma crítica desta levará a alguma melhora. A Segundona acabou de começar e ainda temos 30 rodadas até o resultado final. Ao mesmo tempo que não vencemos, não perdemos. Olhando com um olhar menos crítico e mais otimista, isto traz um alento ao tão sofrido coração vascaíno que aqui bati. Nada como uma bela vitória convincente contra o Bragantino nesta terça-feira para voltarmos a sorrir e acreditar. Temos que dar tempo ao tempo, mesmo que a preocupação aumente cada dia mais. Temos que ter muito cuidado ao criticar, principalmente de forma precipitada, pois podemos piorar ainda mais a situação. Amanhã, tenho certeza, será um dia de festa e alegria cruzmaltina, que virá para apagar este quase dois meses de sofrimento e agonia.

Baú do Portuga: há 40 anos, Vasco vencia o Campo Grande na estreia da Taça Guanabara

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 1 x 0 Campo Grande (RJ)
Data: 29/06/1969
Campeonato Carioca
Local : Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Desconhecido
Público : Desconhecido
Gols : Nei (Vasco ?/?ºT)

Vasco - Andrada, Fidélis, Moacir, Fernando, Eberval, Alcir, Benetti, Silvinho, Buglê, Nei e Bianchini (Valfrido) Técnico : Evaristo De Macedo

Campo Grande - ??
Técnico : ??

Imagem: Blog Bola na Rede

domingo, 28 de junho de 2009

Vasco é o time que menos perdeu em 2009

Por André Schmidt

Mal na Série B, há sete jogos sem vencer - sendo cinco pelo nacional - e com o pior ataque da Segundona, a torcida vascaína já começa a se irritar com a equipe. Porém, um número chama a atenção: o Vasco, ao lado do Corinthians, é o time que menos perdeu em 2009 - dos clubes que disputam a séries A e B. Ao mesmo tempo que vive um jejum de vitórias, o time da Colina sofreu apenas três derrotas em todo o ano e não perde há seis partidas. Mesmo não ocupando a colocação que a sua torcida esperava - a 6ª posição - a equipe está apenas um ponto atrás do quarto colocado, podendo voltar ao G4 na próxima rodada.

Obs: Contados apenas os jogos válidos por campeonatos oficiais, ou seja, a derrota do Expressinho em amistoso na Coréia do Sul não está computado.

Baú do Portuga: há 39 anos, o Vasco estreva no Carioca com vitória apertada

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 2 x 1 Bonsucesso (RJ)
Data: 28/06/1970
Campeonato Carioca
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : José Aldo Pereira
Público : 2.876
Gols : Silva (Vasco 43/1ºT), Zé Mario (Bonsucesso 17/2ºT) e Silva (Vasco 40/2ºT)

Vasco - Andrada, Fidélis, Joel Santana, Moacir, Batista, Alcir, Buglê (Willy), Luís Carlos (Jaílson), Valfrido, Silva e Gílson Nunes Técnico : Tim

Bonsucesso - Ubirajara, Moisés, Dutra, Moisés II, Orlando, Zé Mário (Rubinho), Jurandir, Olavo (Mendes), Jair Pereira, Gibira e Morais Técnico : Desconhecido

Notas e análise de Figueirense x Vasco

Por André Schmidt

Fernando Prass -
Nota 7,0 - Não foi muito exigido mas manteve o Vasco com a melhor defesa do campeonato. Evitou mais uma derrota.
Paulo Sérgio - Nota 3,0 - Não acertou nada que tentou, nem passes e nem cruzamentos. Está na hora de Fágner ter uma oportunidade.
Vilson - Nota 7,5 - Mais uma excelente partida do zagueirão.
Titi - Nota 6,5 - Voltou muito bem a equipe. Arriscou até alguns lances no ataque.
Ramón - Nota 5,0 - É muito estranho a sua queda de rendimento. Deveria ser testado atuando mais à frente, no meio de campo, com Pará jogando na lateral.
Amaral - Nota 5,5 - Fez o básico, o feijão com arroz.
Nílton - Nota 4,5 - Muito mal, outro que não se dá para explicar o baixo rendimento. Desde que cortou o cabelo não é o mesmo. Começemos a campanha "Raspa Nílton!", para o seu futebol voltar.
Léo Lima - Nota 5,0 - O mesmo futebol de sempre, alternou excelentes passes e momentos de displicência.
Alex Teixeira - Nota 6,0 - Vinha fazendo uma boa partida mas não consegue acertar o pé. O gol que perdeu quando o jogo já estava 1x1 foi imperdoavel.
Carlos Alberto - Nota 7,5 - Fez um primeiro tempo sensacional, abrindo o placar para o Vasco e criando as melhores oportunidades cruzmaltinas. Caiu de produção no segundo tempo mas ainda assim fez um lançamento lindo para Alex Teixeira, que perdeu cara a cara com o goleiro.
Robinho - Nota 6,0 - Mostrou que tem futebol para ser titular do Vasco. Criou, correu, driblou, chutou... Tchau Élton!
Ernani - Nota 2, 0 -Péssimo. Não acertou nem as cobranças de falta.
Allan Kardec - Nota 3,0 - Não ganhou uma disputa pela alto.
Souza - S/N - Mal tocou na bola.

FIGUEIRENSE 1 X 1 VASCO
Estádio: Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC)
Data/hora: 27/6/2009 - 16h10min (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Renda e Público: Não divulgados
Cartões Amarelos: Schwenk, Fernandes, João Felipe, Régis (FIG); Nilton, Carlos Alberto (VAS)
Gols: Carlos Alberto, 29'/1ºT (0-1); Clodoaldo, 24'/2ºT (1-1)

FIGUEIRENSE: Wilson, João Felipe, Toninho e Régis; Lucas, Roger, Pedrinho (Jairo - 18'/2ºT), Fernandes (Alê - 28'/2ºT)e Egídio; Rafael Coelho e Schwenck (Clodoaldo - 16'/2ºT). Técnico: Roberto Fernandes.

VASCO: Fernando Prass, Paulo Sérgio, Vilson, Titi e Ramon; Amaral, Nilton (Souza - 45'/2ºT), Léo Lima (Ernani - 32'/2ºT)e Alex Teixeira, Robinho (Alan Kardec - 29'/2ºT) e Carlos Alberto. Técnico: Dorival Júnior.

Imagem e ficha: Lancenet

sábado, 27 de junho de 2009

Robinho será o 48º jogador utilizado pelo Vasco em 2009

Por André Schmidt

Dorival Júnior chegou ao Vasco no início deste ano falando em redução do elenco, porém, até agoram, 47 jogadores já entraram em campo nesta temporada para defender o clube cruzmaltino. Tá certo que muitos jovens da base foram utilizados em um amistoso do Expressinho na Coréia do Sul, mas ainda assim é um número excessivo. Para se ter um idéia, no ano passado, onde a equipe titular do Vasco era um mistério até mesmo para os diversos treinadores que por lá passaram, foram utilizados 54 atletas. Se considerarmos que ainda podem chegar novos reforços e Aloísio, Rafael Morisco e Adriano ainda não estrearam, pode ser que este ano se aproxime ainda mais dos números do ano passado.

Listas dos jogadores que entraram em campo este pelo Vasco:

GOLEIROS
Tiago
Rafael
Fernando Prass
Lucas (Juniores)

LATERAIS
Paulo Sérgio
Fagner
Max (juniores)
Ramón
Fernando Galhardo
Edu Pina
Carlinhos (Juniores)
Pará
Ernani
Júnior (Juniores)

ZAGUEIROS
Fernando
Vilson
Titi
Gian
Leonardo
Marcelo (Juniores)

VOLANTES
Amaral
Nilton
Souza
Matheus
Pedro Vera
Paulinho
Jéfferson Muniz (Juniores)

APOIADORES
Léo Lima
Carlos Alberto
Jéferson
Alex Teixeira
Bruno Gallo
Enrico
Fernandinho
Philippe Coutinho
Benítez
Miguel (Juniores)
Luiz Gustavo (Juniores)

ATACANTES
Faioli
Allan Kardec
Élton
Rodrigo Pimpão
Edgar
Carlos Antônio (Juniores)
Magno
Willen (Juniores)
Rodrigo Jordão (Juniores)

"Lembra dele no Vasco?" - Ely Thadeu

Por André Schmidt

Revelado pelo Vasco no início desta década, Ely Thadeu se destacou pela velocidade nas arrancadas pelas pontas. Atuando quase como um ponta, o atacante chegou a ser um dos artilheiros do clube no início de 2002, quando viveu a sua melhor fase. No ano seguinte conquistou o seu único título pelo clube, o de campeão carioca. No mesmo ano deixou São Januário emprestado ao Olaria. Depois de alguns outros empréstimos - Baraúnas e Leixões, de Portugal - e sem perspectivas de jogar com a camisa cruzmaltina, acabou negociado com o futebol da Sérvia, mais precisamente para o Estrela Vermelha - ou Etoile Rouge de Belgrado. O bom futebol apresentado pelo clube - que chegou a disputar a UEFA Champions League - fez com que o jogador retornasse ao Brasil para defender o Democrata de Minas Gerais. Boas partidas e alguns gols no estadual o levaram para o Ipatinga, que disputaria pela primeira vez a Série A do Brasileiro, em 2008. Porém, foi pouco aproveitado e retornou ao Democrata pouco tempo depois.

Ficha do Jogador
Ely Thadeu Bravim Rangel
atacante, 12/08/1982, Vila Velha-ES

Pelo Vasco
2001 - 19 jogos e 4 gols
2002 - 40 jogos e 7 gols
2003 - 8 jogos e 1 gol
Total - 67 jogos e 12 gols

Estreia de Ely Thadeu pelo Vasco:

Vasco Da Gama 1 x 2 Madureira (RJ)
Data: 21/01/2001
Campeonato Estadual
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Wagner Tardelli De Azevedo
Público : 2.000
Gols : Pedrinho (Vasco 13/2ºT), Valdeir (Madureira 15/2ºT) e Edílson (Madureira 19/2ºT)

Vasco - Fábio, Leandro Silva, Géder, Alexandre Torres, André Silva (Zada), Fabiano Eller, Henrique, Pedrinho, Alex Oliveira, Viola e Dedé (Ely Thadeu) Técnico : Joel Santana

Madureira - Gabriel, Germano, Paulo César, Wilson, Edinho, Humberto, Cadu (Cristiano), Gilmar (Edílson), Édson Souza, Valdeir, Luiz Renato (Adriano) Técnico : Renato Gaúcho

Primeiro gol de Ely Thadeu pelo Vasco:

Vasco Da Gama 2 x 1 Friburguense (RJ)
Data: 27/01/2001
Campeonato Estadual
Local : Estádio Eduardo Guinle (Friburgo - RJ)
Arbitro : Jorge Fernando Rabello
Público : 679
Gols : Ely Thadeu (Vasco 15/2ºT) Zada (Vasco 19/2ºT) e Eduardo Suisso (Friburguense 36/2ºT)

Vasco - Fábio, Leandro Silva, Géder (Fabrício Carvalho), Alexandre Torres, Jorginho Paulista, Henrique, Fabiano Eller, Alex Oliveira, Pedrinho, Ely Thadeu e Zada (Siston) Técnico : Joel Santana

Friburguense - Adriano, Braga, Cadão, Erlon, Bill, Digão, Júlio Verne, Julinho (Eduardo Suísso), Eduardo, Léo Guerra (Ziquinha) e Jack Jones (Marquinhos) Técnico : Julinho Marinho

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Baú do Portuga: há 16 anos, Vasco estreava com empate no Torneio Rio-São Paulo

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 1 x 1 Botafogo (RJ)
Data: 26/06/1993
Torneio Rio - São Paulo
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Valter Senra
Público : 1.831
Gols : Pimentel (Vasco 42/1ºT) e Marcelo (Botafogo 38/2ºT)
Expulsão : Leandro (Vasco)

Vasco - Carlos Germano, Pimentel, Jorge Luís (Sídney), Alexandre Torres, Cássio, Leandro, França, Geovani, Bismarck (Hernande), Gian e Valdir Técnico : Joel Santana

Botafogo - Carlão, Eliomar, Cláudio, Rogério, Cley, China, Rogerinho, Eraldo, Aléssio, Marcelo e Eliel Técnico : Carlos Alberto Torres

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Pedro Vera: "- Joguei com febre e cãimbras na Coréia!"

Por André Schmidt - Blog Boteco do Portuga

Ficha do Jogador

Pedro Antônio Vera Britez
Volante, 20/04/1984, Santa Elena-PAR

Pelo Vasco
2009 - 1 jogo e 0 gols

Quando se fala em jogadores paraguaios, logo nos vem em mente um futebol de muita pegada e marcação. Diversos atletas vindos do Paraguai fizeram sucesso no futebol brasileiro, Gamarra e Arce são exemplo disto, só para citar alguns casos mais recentes. Neste ano, o Vasco conta com dois em seu elenco. Um deles, Pedro Vera, falou com exclusividade ao Blog Boteco do Portuga. O volante falou para nós sobre como está sendo a sua adaptação ao clube e de sua emoção em sua estreia em um amistoso na Coréia do Sul. Pedro aguarda ainda uma oportunidade entre os titulares da equipe e, segundo ele, raça e vontade de entrar em campo não lhe faltam.
Confira a entrevista completa - traduzida para o português, obviamente:

AS - Qual a maior diferença que você sentiu entre o futebol jogado no Brasil do jogado no Paraguai?
PV - A maior diferencia não é muita, mas é muito técnico que táctico, lá no Paraguai é mais força e raça, mais não é muita diferença. E há também a diferença que aqui tem mais competições e mais times.

AS - Você passou este seis meses de Vasco praticamente sem jogar. O que você acha que é o grande motivo por Dorival não lhe utilizar?
PV – Eu fiz tudo pra estar no time titular, me esforcei, trabalhei, mas esta pergunta você deve fazer ao Dorival. Penso q ele não optou por mim por que deve ter seus motivos.

AS - Muitos boatos da sua saída rolaram por São Januário. O que há de real neles?
PV - Os boatos? Não sei de que você esta falando... Você pode me dizer quais boatos? Mais que nada, eu penso assim, porque eu não joguei não fui prioridade do treinador nada mais.

AS - Nos treinos você tem atuado como um terceiro zagueiro, atuando pelo meio da zaga. Essa posição lhe agrada?
PV - Não é minha posição, mas quando cheguei aqui no Brasil o começo foi o mais difícil pra me acostumar, porque aqui os laterais atacam os dois ao mesmo tempo e o volante vira um terceiro zagueiro. Mas eu penso assim, que com o jogo e com ritmo de jogo, você se acostuma a jogar. Minha posição mesma é de volante.

AS - Mesmo na reserva você está satisfeito no clube?Você gostaria de renovar com o clube no final da temporada?
PV - Nenhum jogador estaria satisfeito em estar na reserva. Se eu não sou prioridade do treinador, acho melhor buscar outro rumo e ver onde o treinador me tenha consideração futebolística.

AS - Você fez a sua estreia pelo clube no amistoso na Coréia do Sul. Como foi essa experiência?
PV - Puxa amigo por mais que tenha sido um amistoso foi o máximo. Pra mim, nestes seis meses, não sei por que, eu sou um jogador que entrego tudo no jogo, não dou uma bola perdida, eu tenho muita força de vontade e gosto de trabalhar. E assim, com todo o cambio de fuso horário, o cansaço, entrar nesse amistoso com febre por causa da garganta inflamada, pra mim foi como se fosse uma final de campeonato o jogo. Mas assim, eu sabia q não estava com ritmo de jogo, primeira vez no ano que fiz 90 minutos. Não pensei terminar o jogo, mas joguei tudo com câimbra nas pernas. Não fiz bem o jogo, mas tão pouco ruim, mas vontade não me faltou. E aí eu me dei conta que tranquilamente poderia estar jogando no Vasco, se tivesse mais espaço no clube. Mais eu respeito os meus companheiros, o treinador, sou um profissional. O time também está bem, na minha posição tem bons jogadores.


AS - Você - assim como o Benítez - acabaram criando um vínculo maior com o pessoal da base em razão desta viagem para a Coréia. Como você avalia esta nova geração que está subindo para os profissionais?
PV - É verdade isso, tem bons jogadores. Foi pouco tempo que estivemos lá, mas foi uma experiência boa para todos. Eu vejo assim, faltam mais oportunidades pra categoria de base, porque eles, tranquilamente, poderiam estar jogando em outro time.

AS - Você acredita na volta do Vasco a Série A do Brasileiro?
PV - Não tenho dúvidas que o Vasco voltará para a primeira divisão. Só que agora está difícil porque todos fazem esforço para nos derrotar, por ser um time de muita tradição.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
PV - A torcida do Vasco é o máximo! Tive esse prazer de estar neste clube, pena não poder jogar. Mesmo assim senti esse gosto de estar no Maracanã e a torcida apoiar todo o momento, foi o máximo! Mas queria pedir que tenham paciência com o time, que não é fácil porque os outros clubes se fazem forte contra o Vasco. Mas o Vasco vai subir.

Imagens: Site Oficial do Vasco e GloboEsporte.com

Baú do Portuga: há 34 anos, Vasco e Porto se enfrentavam em amistoso na Colina Sagrada

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 2 x 2 Futebol Clube Do Porto (POR)
Data: 25/06/1975
Amistoso Internacional
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : José Aldo Pereira
Público : Desconhecido
Gols : Júlio (Porto 6/1ºT), Edu (Vasco 39/1ºT), Júlio (Porto 23/2ºT) e Gaúcho (Vasco 35/2ºT)

Vasco - Mazarópi, Paulo César, Miguel, Renê, Alfinete, Gaúcho, Zanata, Edu (Jair Pereira), Carlinhos (Ademir), Dé e Luís Carlos (Galdino) Técnico : Mário Travaglini

Porto - ???
Técnico : Desconhecido

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Coluna do Portuga - "Nos rebaixaram!"

Por André Schmidt

Amigos me desculpem desviar um pouco do nosso assunto tradicional - Vasco da Gama, é óbvio -, mas um absurdo foi feito e não posso deixar passar sem demonstrar a minha indignação. Na semana pasada o Supremo Tribunal Federal decidiu que não é mais necessário formação em Comunicação Social para exercer a profissão de jornalista, um regressão de 40 anos para o nosso país. Se a situação de mercado para nós já estava complicada disputando apenas entre nós, quem dirá agora, com a concorrência se estendendo para qualquer outro curso. Tal decisão serviu apenas para legitimar a função exercida por muitos, que trabalham sem diploma. Ou seja, se já temos que aturar Galvão Bueno, Juca Kyfouri e tantos outros diplomados, imaginem agora com Muricy Ramalho, Leão, e esta corja toda dando uma de jornalista enquanto não conseguem emprego...
Ao invés de retirar estas pessoas do ar, ou das redações, legitimaram as suas permanências dentro deste meio. Óbivio, quem gostaria de bater de frente com a Globo e outros veículos de grande poder e influência?! É mais fácil jogar esta bomba para nós, universitários... Não só rebaixaram a nossa profissão de nível, como também tiraram o resto de credibilidade que nos restava. Um dos pontos defendidos pelos que apoiaram esta decisão é de que especialistas em algumas áreas (médicos, economistas, cientistas, advogados, engenheiros, etc) teriam uma maior facilidade em falar sobre os seus temas específicos. Mas só esqueceram de uma coisa: entender do assunto é completamente diferente de transmitir de maneira correta e idônea isto para alguém. A uma lacuna muito grande em saber e comunicar. Com certeza um economista entende muito mais de economia do que eu, porém, isto não quer dizer que ele saiba repassar o que sabe. Para comprovar isto basta assistir algumas entrevistas com especialista, aliás, para isso servem as entrevistas, para que uma pessoa do meio fale sobre o assunto e ainda assim temos que traduzir grande parte do que é dito.
Pois bem, nada mais me surpreende neste país... Fazer o que né?! Se não precisa ter segundo grau para ser presidente, quem dirá ter terceiro grau para ser um "simples" jornalista...

Baú do Portuga: há 17 anos, Expressinho vencia o Botafogo em Conselheiro Galvão

Valdir marcou um dos gols cruzmaltinos
Por André Schmidt

Vasco Da Gama 2 x 1 Botafogo (RJ)
Data: 24/06/1992
Copa Rio
Local : Estádio Conselheiro Galvão (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Reinaldo Barros
Público : Não Informado
Gols : Bujica (Botafogo 16/1ºT), Valdir (Vasco 14/2ºT) e Cássio (Vasco 21/2ºT)

Vasco - Carlos Germano, Dedé, Tinho, Alê, Cássio, Leandro, Macula, Luciano, Luís Cláudio, Roberto Dinamite e Valdir
Técnico : ??

Botafogo - ??
Técnico - ??

Imagem: Álbum Campeonato Brasileiro 1995 - PANINI

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Lembra dele no Vasco?" - Rogério Pinheiro

Por André Schmidt

Criado pelo Botafogo, o zagueiro Rogério Pinheiro chegou ao Vasco em 2002, após fazer quase toda a sua carreira atuando pelo São Paulo. Defensor com boa técnica e com estilo xerifão, Rogério se destacava também pelos belíssimos gols de cabeça. Porém, seguidas lesões o impediram de manter uma sequência de jogos com a camisa cruzmaltina e acabou amis tempo no departamento médico do que em campo. Enquanto isso, Wellington Paulo e Alex se firmavam cada vez mais como titulares e Wescley, revelado na base, começava a subir de produção. Foi quando Pinheiro trocou o Brasil pela Coréia, em meados de 2003.

Ficha do Jogador
Rogério Pinheiro
zagueiro, 21/04/1972, Angra dos Reis-RJ

Pelo Vasco
2002 - 14 jogos e 0 gols
2003 - 5 jogos e 1 gol
Total - 19 jogos e 1 gol

Estreia de Rogério Pinheiro pelo Vasco:

Vasco Da Gama 1 x 0 Coritiba (PR)
Data: 07/09/2002
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Valdomiro Matias Silva Filho
Público : Não Informado
Gols : Petkovic (Vasco 46/2ºT)

Vasco - Fábio, Wellington (Glaydson), Géder, Rogério Pinheiro, Wederson (Siston), Henrique, Haroldo, Rogério Corrêa (Cadu), Petkovic, Souza e Ely Thadeu Técnico : Antônio Lopes

Coritiba - Fernando, Reginaldo Araújo, Danilo, Edinho Baiano, Lira, Reginaldo Nascimento, Roberto Brum, Tcheco, Lúcio Flávio, Lima (Jabá) e Da Silva (Genilson)Técnico : Paulo Bonamigo

Primeiro gol de Rogério Pinheiro pelo Vasco:

Vasco Da Gama 1 x 1 Botafogo (RJ)
Data: 26/01/2003
Campeonato Estadual
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Samir Yarak
Público : 18.000
Gols : Rogério Pinheiro (Vasco 36/1ºT) e Gilmar (Botafogo 40/1ºT)

Vasco - Fábio, Russo, Alex, Rogério Pinheiro, Edinho (Cadu), Henrique, Bruno Lazaroni, Danilo (Siston), Petkovic, Valdir e Marques (Ely Thadeu) Técnico : Antônio Lopes

Botafogo - Max, Márcio Gomes, Gilmar, Allan, Renatinho, Túlio, Fernando, Almir, Camacho, Fábio e Gláucio (Geraldo) Técnico : Levir Culpi

Baú do Portuga: há 18 anos, Vasco goleava o Olaria pela Copa Rio

Sonny Anderson, no início de carreira, marcou dois nesta partida

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 5 x 0 Olaria (RJ)
Data: 23/06/1991
Copa Rio
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : José Henrique Neto
Público : 1.700
Gols : William (Vasco 4/1ºT), Tiba (Vasco ?/1ºT), Bismarck (Vasco 6/2ºT), Ânderson (Vasco 14/2ºT) e Ânderson (Vasco 30/2ºT)
Expulsão : Cássio (Vasco)

Vasco - Acácio, Jorge Rauli (França), Alê, Dedé, Cássio, Zé Do Carmo, Luisinho, William, Bismarck, Tiba (Ânderson) e Sorato Técnico : Antônio Lopes

Olaria - ??
Técnico : ??

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Coluna do Portuga - "Vasco, um time previsível"

Por André Schmidt

O ano de 2009 começou e a nova equipe comandada por Dorival Júnior dava show em campo. Com exceção da estreia no Campeonato Carioca, a equipe cruzmaltina não havia perdido nenhuma partida. Com toques rápidos de primeira no ataque e um meio de campo chegando à frente para concluir, o Vasco se destacava com uma das equipes mais fortes do nivelado futebol brasileiro. Aí veio a goleada sofrida contra o Botafogo e a eliminação do Estadual. E com isso, começaram as complicações vascaínas dentro de campo, pricipalmente no ataque. Élton - que na minha opnião nunca jogou nada - caiu de produção e Pimpão se machucou, após fazer algumas partidas sofríveis também. Carlos Alberto arrebenta em um jogo - como fez contra o Atlético-GO - e depois passa um tempo suspenso e depois machucado. Jéferson volta de contusão e não apresenta o mesmo futebol de antes. Pronto. Está desfeito o ataque da Colina que antes funcionava tão bem. Até mesmo os lances de bola parada que vinham dando certo não preocupam mais os adversários. O time perdeu a velocidade, o apoio constante dos laterais e a chegada dos homens de meio para finalizar. Agora - como sempre acontece no Vasco - são lançados os nossos meninos da base para resolver. Torço muito para que dê certo, aliás, tenho plena confiança no futebol de Philippinho e Willen, mas a responsabilidade não pode cair em cima apenas destas jovens revelações. Está na hora dos homens de verdade que estão dentro do grupo mostrarem a cara e assumirem a responsabilidade. Está na hora de retribuir à torcida todo o carinho e incentivo que temos dado nas arquibancadas. Aguardo a resposta de vocês, jogadores... em campo!

domingo, 21 de junho de 2009

"Lembra dele no Vasco?" - Marcelo Carioca

Marcelo pelo Botafogo em 94, o último da esquerda para a direita agachado

Por André Schmidt

Revelado pelo Botafogo, Marcelo Carioca passou mais da metade de sua carreira na equipe da Estrela Solitária. Rodou por diversos clubes do país mas sempre voltava ao Glorioso. Passou por Madureira, Paysandu, Guarani, Rio Branco e tantos outros. Porém, em 95, o atacante teve uma rápida passagem por São Januário, quando disputou o Campeonato Brasileiro com a camisa cruzmaltina. Pode não ter sido uma passagem marcante para a torcida, mas um jogo merece uma atenção especial, afinal, marcar contra o Flamengo vale por dois.

Ficha do Jogador
Marcelo Costa Almeida
atacante, 24/02/1970, Rio de Janeiro-RJ

Pelo Vasco
1995 - 13 jogos e 3 gols

Estreia de Marcelo pelo Vasco:

Vasco Da Gama 0 x 1 Criciúma (SC)
Data: 24/09/1995
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio Heriberto Hulse (Criciúma - SC)
Arbitro : Antônio Pereira Da Silva
Público : 12.383
Gols : Bebeto (Criciúma 9/2ºT)

Vasco - Carlos Germano, Cristiano (Pedro Renato), Ricardo Rocha, Tinho, Jefferson (Preto), Sídney, Charles Guerreiro, Juninho, Brener, Leonardo Pereira (Richardson) e Marcelo Carioca Técnico : Jair Pereira

Criciúma - Sadi, Sílvio, Wilson, Alexandre Lopes, Fábio Santos, Sídney, Paulo Da Pinta, Wanderley, Luís Carlos Oliveira (Rudinei), Ney e Bebeto (Eliel)Técnico : Luiz Gonzaga Milioli



Primeiro gol de Marcelo pelo Vasco:

Vasco Da Gama 1 x 1 Flamengo (RJ)
Data: 29/10/1995
Campeonato Brasileiro Local : Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Jorge Dos Santos Travassos Público : 57.231
Gols : Marcelo Carioca (Vasco 17/1ºT) e Djair (Flamengo 40/2ºT)
Vasco - Carlos Germano, Pimentel, Ricardo Rocha, Alex, Sídney, Luisinho, Charles Guerreiro, Nélson, Pedrinho (Zinho), Leonardo Pereira e Marcelo Carioca (Juninho)
Técnico : Zanata
Flamengo - Paulo César, Luís Carlos Winck, Válber, Ronaldão, Lira, Márcio Costa (Marquinhos), Djair, Nélio, Edmundo, Romário e Sávio
Técnico : Washington Rodrigues

Baú do Portuga: há 22 anos, Vasco conquistava a Copa Ouro, nos Estados Unidos

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 2 x 1 Rosário Central (ARG)
Data: 21/06/1987
Copa Ouro
Local : Estádio Coliseu (Los Angeles - USA)
Arbitro : José Castro Uchoa
Público : Não Conhecido
Gols : Vivinho (Vasco 15/1ºT), Escudero (Rosário 19/2ºT) e Geovani (Vasco 20/2ºT)

Vasco - Acácio, Paulo Roberto, Donato, Morôni, Pedrinho, Henrique, Geovani, Tita, Vivinho, Roberto Dinamite e Luís Carlos Técnico : Joel Santana

Rosário Central - ???
Técnico : ???

Obs: Nas fases anteriores, o Vasco eliminou a Roma da Itália, o América do México e o Gualadajara, também do mesmo país.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Notas e análise de Vasco x Duque de Caxias

Por André Schmidt

Fernando Prass - Nota 6,0 - Tranquilo nas poucas vezes em que foi exigido.
Paulo Sérgio - Nota 3,0 - Horroroso. Se atrapalhou com a bola diversas vezes e na única excelente jogada que fez tentou o cruzamento ao invés do chute direto.
Vilson - Nota 6,0 - Tranquilo na zaga.
Gian - Nota 4,5 - Deu uam furada bizonha e depois se machucou.
Ramón - Nota 5,0 - Consegue fazer as jogadas mas não acerta o pé de jeito nenhum na hora cruzar ou passar. É um leão na defesa, mas - pelo incrível que possa parecer - tem sido péssimo no ataque.
Amaral - Nota 4,0 - Deixou um corredor entre o meio de campo vascaíno e a defesa. É impressionante como não consegue roubar ou cortar uma bola direito, todas caem nos pés do adversário ou saem em lateral.
Nílton - Nota 4,0 - Está irreconhecível. Não acertou nada o jogo inteiro.
Jéferson - Nota 5,0 - Até que tentou alguma coisa, mas está longe de ser o camisa 10 ideal...
Léo Lima - Nota 5,5 - Apesar de não ter acertado nenhum chute dos cinco - mais ou menos - que tentou, foi um dos poucos que procurou criar algo. Se tivesse atacante no Vasco, o camisa 27 sairia consagrado de campo. Mas como é o Élton...
Philippe Coutinho - Nota 7,0 - Mesmo com o resultado ruim, Coutinho mostrou que tem talento. Começou tímido em campo, tocando pouco na bola, mas a partir dos 30 minutos do primeiro tempo começou mostrar ao que veio. Voltou na etapa final com um gás impressionante e quase marcou logo de cara. Fez belos lances e desfilou toda a sua habilidade, mas perto do final da partida demonstrou cansaço e caiu de produção. O excesso de bolas cruzadas na área também não ajudaram o seu futebol. Não é DORIVAL?!
Élton - Nota 0,0 - Não dou mais nota para ele... Pode marcar sete gols em uma final de Libertadores contra o Flamengo que não o aplaudirei. Perde gol até dizer chega e sai com a cara de que nada aconteceu, que foi culpa do azar... É uma vergonha para o Vasco deixar este cara vestir a camisa do clube... A partir de hoje o nome dele não entrará mais na análise.
Titi - Nota 5,0 - Entrou no lugar do machucado Gian e não teve muito trabalho.
Willen - Nota 5,5 - Participou de alguns bons lances e mostrou muita vontade. Merec mais chances na equipe.
Benítez - Nota 5,0 - Entrou já na fogueira e com o time desarrumado em campo - parecia que o Vasco é que estava com um a menos. Mas ainda assim buscou o jogo e arriscou algumas jogadas. Tem que ter mais paciência com a bola nos pés, fica muito afobado as vezes.
Dorival Júnior - Nota 4,0 - Mexeu mal ao não tirar o Élton do jogo. Nem precisava colocar outro em campo, apenas tirá-lo... Demorou muito para sacer Jéferson da equipe também, mas gostei da ousadia de tirar um volante ainda no intervalo.

VASCO 0 X 0 DUQUE DE CAXIAS
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Campeonato Brasileiro Série B - 7ª Rodada
Data/hora: 19/6/2009 - 21h (de Brasília)
Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ)
Auxiliares: Jackson Massarra dos Santos (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
Renda/público: R$ 103.182,00 / 6.968 presentes
Cartões amarelos: Gian, Léo Lima e Willen (VAS); Mancuso e Oziel (DUQ) Cartão vermelho: Oziel, 12'/2°T (DUQ)
GOL: não houve

VASCO: Fernando Prass, Paulo Sérgio, Gian (Titi, intervalo), Vilson e Ramon; Amaral, Nilton (Willen, intervalo), Léo Lima e Jeferson (Milton Benítez, 21'/2°T); Philippe Coutinho e Elton. Técnico: Dorival Júnior.

DUQUE DE CAXIAS: Vinícius, Oziel, Zé Carlos, Santiago e Paulo Rodrigues; Léo, Mancuso (Bruno Moreno, 24'/2°T), Thiaguinho, Clayton (Juninho, 16'/2°T) e Geovani (Marlon, 36'/2°T); Edivaldo. Técnico: Rodney Gonçalves.

Imagem: Lancenet

Coluna do Portuga - "Devagar com o andor!"

Por André Schmidt

Philippe Coutinho está confirmado como titular para a partida de hoje. Assim como fizeram com Alex Teixeira no ano passado, muita espectativa está sendo criada em torno da estreia do menino em uma partida oficial pelo clube. Mas temos que ter calma com o garoto. Apesar de já estar vendido para a Inter de Milão, a jovem revelação tem que contar com todo o apoio, e paciência, da torcida. Quantas vezes já não vimos revelações se perderem no caminho em razão de duas outras partidas infelizes? Não podemos queimar o Philippinho, de tudo pode acontecer na noite de hoje, mas sendo uma noite feliz ou não, temos que manter os pés no chão. Psicologicamente parece que o jovem craque já está no ponto para entrar com a camisa vascaína em campo, mas confesso ainda ter minhas dúvidas em razão do seu porte físico. Com certeza será um belo jogador do futebol mundial, mas temos que saber trabalhar a pérola que temos...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Baú do Portuga: há 37 anos, Vasco vencia amistoso contra a Desportiva em Cariacica-ES

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 3 x 1 Desportiva Ferroviária (ES)
Data: 18/06/1972
Amistoso Interestadual
Local : Estádio Engenheiro Araripe (Cariacica - ES)
Arbitro : José Marçal Filho
Público : Desconhecido
Gols : Sérgio (Desportiva 41/1ºT), Buglê (Vasco 12/2ºT), Marco Antônio (Vasco 14/2ºT) e Alcir (Vasco 43/2ºT)

Vasco - Tião, Haroldo, Miguel, Moisés, Eberval, Édson (Buglê), Alcir, Jorginho Carvoeiro, Jaílson, Silva e Gílson Nunes (Marco Antônio) Técnico : Mário Travaglini

Desportiva - Edalmo, Marcos, Jucy, Elcy, Adalberto Souza (Nélson Souza), Pinduca, Gato (Chiquinho), Sérgio, Elísio, Carlinhos (Kleber) e Déo Técnico : Beto Pretti

Entrevista exclusiva com Viana, volante revelado pelo Vasco na década de 90

Por André Schmidt

Revelado em São Januário na década passada, Viana fez parte do elenco que conquistou o único título vascaíno da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em uma geração que revelou ídolos como Valdir, Leandro Ávilla e Pedro Renato, o volante acabou tendo poucas oportunidades na equipe principal. Confira a entrevista exclusiva concedida - muito gentilmente - pelo ex-volante cruzmaltino, falando sobre a sua passagem pelo clube e o seu amor pela Cruz de Malta.

Ficha do Jogador
Marcos Viana Rocha
volante, 19/07/1971, Rio de Janeiro

Pelo Vasco
1993 - 2 jogos e 0 gols
1994 - 8 jogos e 0 gols
1995 - 14 jogos e 0 gols
Total - 24 jogos e 0 gols

ENTREVISTA:

AS - Você teve participação em dois títulos do tricampeonato carioca da década de 90. Como você avalia esse período da sua carreira?

V - FOI UM PERIODO DE TRANSIÇÃO, POIS ESTAVA SUBINDO DOS JUNIORES E HAVIA SIDO CAMPEÃO DA COPA SÃO PAULO.

AS - Foi difícil essa transição para os profissionais?
V - TIVE QUE SER EMPRESTADO PARA O AMERICANO DE CAMPOS, O GRUPO DO VASCO JÁ ESTAVA MONTADO.

AS - Em 95, você chegou a ser titular em algumas partidas. O que você acha que faltou para se firmar na equipe?
V - SEQUÊNCIA DE JOGOS E MAIS OPORTUNIDADE, EU ERA POUCO APROVEITADO.

AS - Você acredita que se tivesse tido mais oportunidade em 93 e 94 - quando o Vasco tinha uma equipe de mais qualidade - você teria tido um destaque maior?
V - ACHO QUE SIM, POIS ME DESTAQUEI EM UMA EQUIPE DE MENOR EXPREÇÃO QUE FOI O AMERICANO DE CAMPOS.

AS - Você ainda guarda saudades de São Januário?
V - GUARDO MUITA SAUDADE. FOI MINHA VIDA! COMECEI NO VASCO AOS 13 ANOS DE IDADE NO MIRIM E AINDA POR CIMA SOU VASCO DE CORAÇÃO.

AS - Qual o fato, ou o jogo, pelo Vasco, mais marcante de sua carreira?
V - MINHA ESTREIA COMO TITULAR EM 94 CONTRA O INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE - 5X0.

AS - Outros jogadores revelados na mesma época que você - como Frazão, André Pimpolho e Pedro Renato - não tiveram grandes oportunidades na equipe principal. Você acha que está geração foi, de certa forma, queimada pelos homens que comandavam o futebol do clube?
V - NÃO FUI APROVEITADO COMO EU DEVERIA SER, MAS HAVIAM JOGADORES DE ALTO NÍVEL E TIVE POUCAS CHANCES.

AS - Você ainda tem contato com pessoas ligadas ao clube ou que jogaram com você?
V - NÃO

AS - Como foi a sua carreira após sua saída do Vasco? Em quais outros clubes atuou?
V – EM 1996 VOLTEI PARA O AMERICANO, EM 1997 ATUEI NA GRÉCIA. NO ANO SEGUINTE, 1998, VOLTEI AO RIO PARA JOGAR PELO FLUMINENSE DO RJ. DEPOIS ME TRANSFERI PARA O VOLTA REDONDA, ONDE JOGUEI DE 99 À 2002.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
V - QUE TODOS VOCÊS TORCEDORES TENHAM A ALEGRIA DE VER O VASCO NO LUGAR ONDE ELE MERECE! SEM VOCÊS, TORCEDORES, O VASCO NÃO É NADA! UM ABRAÇO!

Imagem: Arquivo pessoal de Viana

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"Lembra dele no Vasco?" - Alê

Por André Schmidt

Revelado pelo Vasco no início da década de 90, o zagueiro Alê marcou presença no pesadelo de muitos torcedores, tanto vascaínos quanto tricolores - clube pelo qual atuou em 95. Jogador pesado e com pouca técnica, Alê se destacou pela disposição e força, mas também pelas faltas violentas que cometia. Foram quatro anos seguidas em São Januário (de 90 à 93), até se transferir para o Fluminense, porém, após falhar bisonhamente nas semifinais do Brasileiro 95 contra o Santos deixou o clube das Laranjeiras. E, para desespero dos vascaínos, retornou ao time que o projetou. Por sorte, sua segunda passagem não durou muito.

Ficha do Jogador
Alexandre Pimentel de Moura
zagueiro, 06/04/1970, São Paulo-SP

Pelo Vasco
1990 - 1 jogo e 0 gols
1991 - 15 jogos e 0 gols
1992 - 20 jogos e 2 gols
1993 - 20 jogos e 0 gols
1996 - 17 jogos e 1 gol
Total - 73 jogos e 3 gols

Estreia de Alê pelo Vasco:
Vasco Da Gama 1 x 2 América De Três Rios (RJ)
Data: 26/04/1990
Campeonato Estadual
Local : Estádio Odair Gama (Três Rios - RJ)
Arbitro : João José Loureiro
Público : 2.169
Gols : Paulo Roberto (América 13/2ºT), Maurício (América 27/2ºT) e Sorato (Vasco 31/2ºT)

Vasco - Régis, Ayupe, Célio Silva, Alê, Cássio, Andrade, França, Tornado, Vivinho (William), Júnior e Tato (Sorato) Técnico : Alcir Portela

América De Três Rios - Milagres, Murilo, Ari, Ricardo, Carlinhos, Simão, Maurício, Sídnei (Rogério), Paulo Roberto, Pião e Denílson Técnico : ??

Primeiro gol de Alê pelo Vasco:
Vasco Da Gama 1 x 2 La Coruña (ESP)
Amistoso
Data: 24/08/1992
Troféu Cidade De La Coruña
Local : Estádio Riazor (La Coruña - ESP)
Arbitro :
Público :
Gols : Cláudio (La Coruña 26/2ºT), Bebeto (La Coruña 29/2ºT) e Alê (Vasco 32/2ºT)

Vasco - ??
Técnico : Joel Santana

La Coruña - ??
Técnico : ??

terça-feira, 16 de junho de 2009

Baú do Portuga: há 15 anos, Vasco dançava o vira em cima do Atlético-MG

Time base do Vasco em 1994

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 3 x 1 Atlético Mineiro (MG)
Data: 16/06/1994
Copa Do Brasil
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Antônio Pereira Da Silva
Público : Não Informado
Gols : Clayton (Atlético Mineiro 35/1ºT), França (Vasco 1/2ºT), França (Vasco 8/2ºT) e Hernande (Vasco 35/2ºT)

Vasco - Carlos Germano, Pimentel, Jorge Luís (Alex), Alexandre Torres, Sídney, Leandro, França, William, Yan, Jardel e Gian (Hernande) Técnico : Sebastião Lazaroni

Atlético Mineiro - Humberto, William, André, Hélcio Pescara (Kanapiks), Paulo Roberto, Valdir, Negrini, Carlos, Darci, Gaúcho e Clayton Técnico : Valdyr Espinosa

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Coluna do Portuga - "Golear para ganhar moral!"

Por André Schmidt

O adversário não é nenhum "bêbado descendo a ladeira" e vem embalado após golear na última rodada, mas temos a obrigação de golear. Este ano, Vasco e Duque de Caxias já se enfrentaram pelo Campeonato Carioca e o resultado foi o esperado: vitória cruzmaltina por 3x1, em São Januário . Mais do que estufar a rede adversária, o time tem que voltar a se apresentar bem e, de preferência, tentar terminar pelo menos o primeiro tempo com onze jogadores em campo. O ataque vascaíno já não marca há três partidas, por coincidência, todas contra paulistas (Corinthians, São Caetano e Guarani). Quem sabe este encontro de cariocas não nos faz relembrar as boas exibições do estadual?!

domingo, 14 de junho de 2009

"Lembra dele no Vasco?" - Flavinho

Por André Schmidt

Um dos ídolos mais recentes do Bangu, Flavinho chegou ao Vasco em 98 para fazer sombra à Felipe, após atuações ruins de Ronaldo Luiz, o até então substituto. Porém, muito jovem na época, teve poucas oportunidades no clube e não conseguiu se destacar. O lateral esquerdo sofreu com a concorrência de Felipe e atuou poucas vezes com a camisa cruzmaltina. Em um ano e meio jogando pela equipe, Flavinho jogou menos de 20 partidas. Ao final de seu contrato retornou ao Bangu, clube que o revelou, e por lá seguiu sua carreira até o final. Chegou a atuar emprestado em outras equipes, mas sem grande expressão.

Ficha do Jogador
Flávio Barbusci Neto
lateral esquerdo, 29/06/1973, Rio de Janeiro

Pelo Vasco
1998 - 10 jogos e 0 gols
1999 - 7 jogos e 0 gols
Total - 17 jogos e 0 gols

Estreia de Flavinho pelo Vasco:
Vasco Da Gama 0 x 0 Sport Recife (PE)
Data: 09/09/1998
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Francisco Dacildo Mourão De Albuquerque
Público : 2.172
Gols :
Expulsão : Cris (Sport Recife)

Vasco - Carlos Germano, Maricá, Odvan, Mauro Galvão, Felipe, Luisinho, Nasa (Richardson), Nélson, Gian (Flavinho), Mauricinho (Rogério) e Sorato Técnico : Antônio Lopes

Sport Recife - Bosco, Russo, Sangaletti, Ronaldo, Jefferson, Lima, Leomar, Wallace, Jackson, Cris e Leonardo Técnico : Mauro Fernandes

Baú do Portuga: há 28 anos, Vasco vencia o Porto-POR em amistoso


Time base do Vasco em 1981

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 2 x 1 Futebol Clube Do Porto (POR)
Data: 14/06/1981
Amistoso Internacional
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : José Roberto Wright
Público : 11.964
Gols : Catinha (Vasco ?/?ºT), Roberto Dinamite (Vasco 9/2ºT) e ? (Porto ?/?ºT)

Vasco - Jair Bragança, Rosemiro, Orlando, Léo, Sérgio Pinto, Dudu, Zandonaide, Renato Sá, Catinha, Roberto Dinamite e César (Silvinho) Técnico : Zagallo

Porto - Fonseca, João Pinto, Fernando, Freitas, José Luís, Jaime II, Rodolfo, Teixeira, Niromar, Walsh e Romeu Técnico : ??

Importante, novos contatos!

Amigos vascaínos,
afim de melhor atender a todos, criamos um email exclusivo do Blog Boteco do Portuga para que vocês possam tirar as suas dúvidas, enviar sugestões, reclamações, críticas e elogios. Além disso, um perfil do blog no orkut também foi criado para facilitas ainda mais a troca de informações entre os torcedores do Vasco.
Aguardo o contato de vocês!
Forte abraço e saudações vascaínas!

Email: botecodoportuga@yahoo.com.br
Orkut:http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=9704156828286717176&rl=t

sábado, 13 de junho de 2009

Notas e análise de Guarani x Vasco

Alex Teixeira voltou à equipe neste sábado
Por André Schmidt

Fernando Prass - Nota 7,5 - Nas poucas vezes em que foi exigido foi muito bem!
Paulo Sérgio - Nota 4,0 - Razoável na defesa e muito mal no ataque. Errou muitos passes e se atrapalhou com a bola em alguns lances.
Gian - Nota 8,0 - Mais uma partida segura do zagueiro. Se saiu bem com a pressão do Guarani no segundo tempo.
Vilson - Nota 8,0 - No nível de seu companheiro. Cada vez mais se firma como titular.
Ramón - Nota 5,0 - Errou passes demais. Teve duas chances no segundo tempo mas não conseguiu concluir bem.
Amaral - Nota 5,0 - Deu espaços para o meio de campo adversário chegar com perigo ao gol vascaíno. Não comprometeu em nenhum lance, mas também não marcou como devia.
Nílton - Nota 8,0 - Começou mal a partida, pecando nos passes, mas subiu de produção e criou as melhores oportunidades vascaínas. Foi um leão nos desarmes também.
Léo Lima - Nota 3,0 - Não acertou nada que tentou.
Carlos Alberto - Nota 3,0 - Enquanto estava em campo perdeu diversas bolas e foi desarmado facilmente. Erradamente expulso, acabou atrapalhando ainda mais.
Alex Teixeira - Nota 6,5 - Muito mal na primeira etapa, subiu de produção no segundo tempo e fez lindos lances. Saiu machucado.
Edgar - Nota 0,0 - É uma piada. Perdeu dois gols incríveis! A matada na canela e o gol perdido sem goleiro foram bizarros!
Allan Kardec - Nota 6,0 - Lutou e tentou criar algo no ataque. Se tivesse começado jogando poderia ter alterado o resultado.
Jéferson - Nota 5,5 - Continua fora de ritmo mas foi bem melhor do que os titulares da meia. Se movimentou e fez boas tabelas com Ramón.
Souza - Nota 6,0 - Sua entrada no meio fez com que o Vasco voltasse ao jogo. Marcou e atacou com eficiência.

GUARANI 0 X 0 VASCO
Estádio: Brinco de Ouro, Campinas (SP)
Data/hora: 13/6/2009 - 16h10min (de Brasília)
Campeonato Brasileiro Série B
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (Aspirante Fifa-GO)
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Jesmar Benedito Miranda de Paula (GO)
Renda e público: R$ 178.641,00 e 11.853 pagantes
Cartões amarelos: Luciano Santos, Cleber Goiano, Bruno Aguiar (GUA); Carlos Alberto, Ramon (VAS).
Cartão Vermelho: Carlos Alberto, 44'/1ºT (VAS)

GUARANI: Douglas; Maranhão, Bruno Aguiar, Dão e Eduardo; Cléber Goiano, Luciano Santos (Marquinhos - 11'/2ºT), Walter Minhoca (Glauber - 43'/2ºT) e Rodriguinho; Fabinho e Ricardo Xavier (Nei Paraíba - 28'/2ºT). Técnico: Oswaldo Alvarez

VASCO: Fernando Prass, Paulo Sérgio, Vilson, Gian e Ramon; Amaral, Nilton, Léo Lima (Jeferson - 15'/2ºT) e Carlos Alberto, Alex Teixeira (Souza - 31'/2ºT) e Edgar (Alan Kardec - 23'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.

Imagem: Lancenet

Entrevista exclusiva com Mílton Benítez

Por André Schmidt

No início do ano dois "hermanos" paraguaios aportaram em São Januário, um deles é Mílton Benítez. O meia, que não vem tendo muitas oportunidades com Dorival Júnior, falou com exclusividade ao Blog Boteco do Portuga sobre como está sendo a sua adaptação ao Rio de Janeiro e a sua expectativa dentro Vasco. Obviamente fiz modificações no texto, passando para o português, para um maior entendimento dos nossos leitores.

AS - Como foi, ou está sendo, a sua adaptação ao Vasco?
MB - A minha adaptação no Vasco foi muito rápida em forma de amizade, porque o grupo é muito unido e nunca tive problema de fazer amizade com ninguém. E na forma do futebol já estou adaptado, dificultou um pouco porque é diferente o jogo do Paraguay, mas agora já estou bem!

AS - Até agora você teve poucas chances na equipe. O que você acha que está te impedindo de ter uma sequência de jogos pelo clube?
MB - O futebol é assim, um dia tem chance e outra vez não! No Brasil a maioria não me conhece, não é como o Paraguay. No time, no meio, tem jogadores de nome que jogam muito bem, o melhor é esperar a minha oportunidade e se não der tudo bem!

AS - Sua única partida como titular foi no amistoso na Coréia e você foi muito bem. Você acha que as partidas da equipe chamada de Expressinho podem fazer com que Dorival lhe dê uma oportunidade?
MB – A verdade é que para eu entrar tudo depende da direção técnica, vou continuar me esforçando sempre!

AS - Você tem a intenção de continuar no clube após o final do seu contrato?
MB – A intenção é de ficar no clube depois que terminar o contrato sim, estou muito pouco tempo no Vasco, mas o sentimento é muito grande, gosto muito do Vasco e faço de tudo para poder ajudar a subir! Mas se um jogador não joga no time e termina o contrato ele vai querer ir pegar outro rumo para poder jogar.


AS - O Pedro Vera e você chegaram juntos ao clube. Isto facilitou a sua adaptação e interação com o grupo?
MB - Pedro e eu chegamos juntos, é claro que ajudou a me adaptar mais com um grupo como este foi muito fácil ter a amizade de todos não só nos treinos, mas como amigos!!

AS - Qual a sua expectativa com a camisa do Vasco? Você acha que ainda pode render muito mais?
MB - Gostaria de jogar e fazer um bom papel pelo Vasco, por mim e por ajudar o time que não merece estar onde está! É claro que jogando vou pegar mais confiança ainda aqui e melhorar muito o meu nível.

AS - Você é um meia ofensivo e que chega bem de trás para finalizar, mas você ainda não marcou com a camisa cruzmaltina. Você acha que já está na hora? Já sonhou com esse primeiro gol pelo Vasco?
MB – É, quem não gostaria de fazer o seu primeiro gol no time novo em que está! Se Deus quiser vou pegar a oportunidade e fazer os gols para o Vasco!

AS - Como é ficar de fora destas partidas importantes que o Vasco disputou? O nervosismo é maior assistindo da arquibancada?
MB - Na verdade de não estar jogando fico mal, mas é só levar na boa e continuar treinando! Sinto saudades de jogar de novo e sentir o seu público, fazer um gol! Mas o futebol é assim, um dia está abaixo e no outro é uma estrela!

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
MB – Quero agradecer a torcida pelo carinho das pessoas que me conhecem e me tratam muito bem! É como disse, o sentimento pelo Vasco é muito grande nesse pouco tempo que estou! Valeu! Abração!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Baú do Portuga: há 21 anos, Sorato estreava como profissional marcando duas vezes contra o Flamengo

Sorato é um dos eternos ídolos da torcida vascaína
Por André Schmidt

Vasco Da Gama 3 x 1 Flamengo (RJ)
Data: 12/06/1988
Campeonato Estadual
Local : Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Aloísio Viug
Público : 20.690
Gols : Vivinho (Vasco 10/1ºT), Sorato (Vasco 21/1ºT), Sorato (Vasco 4/2ºT) e Andrade (Flamengo 20/2ºT)

Vasco - Acácio, Cocada, Donato, Fernando, Mazinho, Zé do Carmo, Geovani, Henrique, Vivinho, Bismarck e Sorato (William) Técnico : Sebastião Lazaroni

Flamengo - Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Henágio, Renato Gaúcho, Bebeto e Flávio (Alcindo) Técnico : Carlinhos

Coluna do Portuga - "Se derrubar na área é..."

Por André Schmidt

Caiu a Champs, e isto não é nenhuma novidade. Mas agora já temos um novo fornecedor de material esportivo: a Penalty. A nova marca esportiva que aporta em São Januário já foi patrocinadora do clube em tempos não tão distante. Em 95 - um dos anos não tão bons do Vasco - a empresa foi a patrocinadora da equipe, porém, o acordo foi rompido no ano seguinte para a chegada da Kappa ao clube. O rompimento de contrato gerou uma dívida ao Cruzmaltino de cerca de R$ 14 milhões, que será renegociado nesta nova parceria. Fato é que, após muito lenga-lenga e blá blá blá, voltamos a ter uniformes para jogar. E nós, torcedores que compramos camisas da Champs, teremos que gasta mais um dinheiro para comprar os novos uniformes. E que voltem os palpites para os novos uniformes...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Botti, ex-meia do Vasco

Por André Schmidt

Revelado pelas categorias de base do Vasco, o meia Botti deu uma exntrevista exclusiva para o Blog Boteco do Portuga. Hoje atuando no Japão, o jogador fala sobre a sua paixão pelo clube, sua vida no Japão e sua passagem na Coréia. Confira!

AS - Botti, você passou grande parte de sua vida dentro de São Januário. Qual a sua relação com o clube atualmente?
B - Eu costumo dizer que São Januário é a minha segunda casa, morei por 7 anos, tenho muitos amigos, e sempre que estou de férias e vou ao Rio e ao clube rever os amigos.

AS -Você saiu muito cedo do Vasco, disputou apenas uma temporada pelos profissionais. Você se arrepende de ter saído tão cedo do Brasil? Você acha que teria um reconhecimento maior aqui caso tivesse ficado mais tempo?
B - Não me arrependo porque meu sonho sempre foi jogar no exterior, eu só tenho a agradecer a Deus por tudo que ele tem me proporcionado esses anos fora do Brasil, mas acredito que se tivesse permanecido no vasco teria um reconhecimento maior do meu trabalho no país.

AS - Você é ídolo na Coréia, onde atuou por muito tempo, e chegaram a cogitar a possibilidade de você se naturalizar. Foi você quem preferiu não adquirir a nacionalidade?
B - Eu fiquei 5 anos na coréia, e todo tempo o clube cogitou em me naturalizar, estávamos animados, mas no último ano fomos campeões da Ásia Champions League, com isso vim disputar o Mundial Interclubes e um clube do Japão me fez uma proposta e aqui estou.

AS - Você ainda sonha em vestir a camisa da Seleção Brasileira?
B - É o sonho de todo jogador, mas para isso precisaria estar jogando no centro do futebol (Brasil ou Europa).

AS - Como é ser ídolo do outro lado do mundo? Você um dia havia imaginado chegar onde chegou?
B - É uma felicidade imensa de ver o trabalho reconhecido, lutei e luto muito para conquistar tudo isso, mas por mais otimista que fosse não poderia imaginar que Deus seria tão generoso comigo. Morar em um país de primeiro mundo, jogar em um campeonato tão organizado, não imaginava que seria tão perfeito assim.


AS - Você tem vontade de voltar a vestir a camisa cruzmaltina? Estaria disposto a negociar a sua volta caso procurado?
B - O Vasco é a minha segunda casa, se voltasse ao Brasil certamente gostaria de ir para o Vasco, mas não penso ainda, pretendo ficar aqui até meus 30 anos.

AS- A partida contra o Guarani - goleada de 7x1 -, onde você marcou o seu primeiro gol pelo Vasco, você considera a sua melhor pelo clube?
B - Foi uma partida marcante, foi meu primeiro gol como profissional, foi uma das melhores partidas minha no clube.

AS -Quase toda a sua carreira foi feita na Ásia. Você ainda pensa em atuar em um grande clube da Europa?
B - Penso sim, tenho contrato aqui até fim de 2010 vamos ver o que Deus reserva para mim.

AS - Quais os seus planos para o seu futuro no futebol?
B - Meus planos é de cumprir meu contrato aqui, depois disso devo me transferir, ainda não sei se ficarei na Ásia ou irei para Europa.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
B - Primeiro dizer que o vasco tem mais um torcedor aqui no Japão torcendo para o clube se recuperar deste momento difícil, e deixar lembranças a toda torcida que sempre me apoiou e dizer que estão guardados em meu coração. Abraço...



Imagens: Álbum Campeonato Brasileiro 2001 - Panini e Site Oficial do Visel Kobe

Baú do Portuga: há 11 anos, Vasco vencia amistoso em Itumbiara-GO

Galvão marcou o gol da vitória

Por André Schmidt


Vasco Da Gama 1 x 0 Combinado De Itumbiara (GO)

Data: 11/06/1998
Amistoso Interestadual
Local : Estádio Juscelino Kubitschek (Itumbiara - GO)
Arbitro : Marcelo Hugo
Público : 17.000
Gols : Mauro Galvão (Vasco 13/1ºT)

Vasco - Caetano, Vítor, Odvan (Géder), Mauro Galvão (Alex), Felipe (Maricá), Vagner, Luisinho, Ramón (Nélson), Juninho (Fabrício Eduardo), Donizete (Sorato) e Pedrinho (Mauricinho)Técnico : Antônio Lopes

Combinado De Itumbiara - ??
Técnico : ??

Imagem: Álbum Campeonato Brasileiro 1998 - PANINI

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Coluna do Portuga - "Cadê o Alex Teixeira?"

Por André Schmidt

Confesso não ser um apaixoando pelo futebol de Alex Teixeira, acho que tem que comer muito arroz com feijão para chegar perto de ser o craque que tanto esperavam. Porém, com a nítida falta de talentos para substituir Jéferson e Carlos Alberto o garoto já deveri ter tido uma nova chance, mas se quer no banco tem ficado. Críticas são sempre válidas, ainda mais quando se trata de um jovem jogador, mas o que estão fazendo com o meia é brincadeira. E olha que eu me considero um crítico ferrenho de Alex. Para mim, talento não lhe falta, mas falta sangue e raça. Como pode alguém de 19 anos correr menos que um de 30? Se não vão bota-lo para jogar, por que pagar um salário astronômico ao jogador? Estas coisas que eu não entendo... Mas de uma coisa pode ter certeza: se juntar o Enrico e o Fernandinho não dá um Alex Teixeira!

Baú do Portuga: há 16 anos, Vasco vencia o primeiro jogo da final do Carioca contra o Flu

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 2 x 0 Fluminense (RJ)
Data: 10/06/1993
Campeonato Estadual
Local : Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : José Roberto Wright
Público : 49.475
Gols : Valdir (Vasco 19/1ºT) e Valdir (Vasco 30/2ºT)

Vasco - Carlos Germano, Pimentel, Jorge Luís, Alexandre Torres, Cássio, França, Leandro, Geovani, Bismarck, Valdir (Hernande) e Gian (Sídney) Técnico : Joel Santana

Fluminense - Ricardo Pinto, Júlio César, Luís Fernando, Luís Eduardo, Lira, Pires, Chiquinho (Julinho), Macalé (Marcelo Barreto), Sérgio Manoel, Vagner e Ézio Técnico : Edinho

"Lembra dele no Vasco?" - Paulão

Por André Schmidt

Zagueiro experiente e com passagem por diversos clubes grandes do país, Paulão chegou ao Vasco em 1995 após atuar por Cruzeiro, América-MG, Grêmio e Benfica-POR. Contratado para formar dulpa com Ricardo Rocha, ainda assim, o jogador alternou altos e baixos no clube. Excelente na bola aérea, Paulão acumulou algumas falhas em jogadas pelo chão. Acabou deixando o clube seis meses depois, se transferindo para o Atlético-MG.

Ficha do Jogador
Paulo César Batista Santos
Zagueiro, 25/03/1967, Itambacuri-MG

Pelo Vasco
1995 - 29 jogos e 3 gols

Estreia de Paulão pelo Vasco:

Vasco Da Gama 1 x 0 São Cristóvão (RJ)
Data: 29/01/1995
Campeonato Estadual
Local : Estádio De São Januário (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Jorge Dos Santos Travassos
Público : 5.736
Gols : Clóvis (Vasco 12/2ºT)

Vasco - Carlos Germano, Pimentel, Paulão, Ricardo Rocha, Cássio, Leandro, Luisinho, França (Richardson), Yan, Valdir (Gian) e Clóvis Técnico : Nelsinho Rosa

São Cristóvão - Serginho, Mano, Marcelo, Marcílio, André Duarte, Arilson, Vinícius, Moreno, André Oliveira (Paulo Alexandre), Washington (Cristiano) e BecaTécnico : Jaílson Guimarães

Primeiro gol de Paulão pelo Vasco:

Vasco Da Gama 2 x 0 Olaria (RJ)
Data: 08/03/1995
Campeonato Estadual
Local : Estádio Rua Bariri (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Vágner Tardelli De Azevedo
Público : 1.619
Gols : Paulão (Vasco 36/2ºT) e Gian (Vasco 37/2ºT)

Vasco - Carlos Germano, Bruno Carvalho, Paulão, Tinho, Cássio (Bill), França (Hernande), Leandro, Richardson, Yan, Clóvis e Gian Técnico : Nelsinho Rosa

Olaria - Chico, Luís Marcelo, Marcão, Rogério, Erickson, Cláudio Roberto, Israel, Adriano, Renan, Eduardo (Luciano Silva) e Fernando (Lins)Técnico : Nílson Gonçalves

Imagem: Álbum Campeonato Brasileiro 1996 - PANINI

terça-feira, 9 de junho de 2009

Baú do Portuga: há 13 anos, Juninho - com a camisa 11 - marcava golaço contra o Flu

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 2 x 0 Fluminense (RJ)
Data: 09/06/1996
Campeonato Estadual
Local : Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Carlos Elias Pimentel
Público : 11.637
Gols : Alessandro (Vasco 11/1ºT) e Juninho (Vasco 32/2ºT)
Expulsão : Sídney (Vasco)

Vasco - Carlos Germano, Pimentel, Alex, Sídney, Ronaldo, Luisinho, Leandro, Juninho, Assis (Zé Carlos), Alessandro (Brener) e Nílson (Válber) Técnico : Carlos Alberto Silva

Fluminense - Wellerson, Júlio César (Marcelo Sander), Lima, Ricardo Rocha, Percy Olivares (Esquerdinha), Charles, Cadu, Vampeta (Valdenir), Rogerinho, Valdeir e Leonardo Técnico : Jair Pereira

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Confira o sobe e desce na disputa do Troféu Ademir Menezes

Excursão na Ásia causou mudanças na classificação

Por André Schmidt

- Entenda como são computados os pontos:São computados os gols, as assistências e os penaltis sofridos por cada jogador, para que se defina o vencedor. Para que se tenha uma disputa justa, cada gol marcado terá peso 2, ou seja, valerá dois pontos. Já as assistências e penaltis sofridos (que resultarem em gols), terão peso um. Em caso de empate, levará a melhor quem tiver mais gols marcados. O segundo quesito é o número de jogos disputados.

Confira como está a disputa do Troféu Ademir Menezes:
Legenda: Posição - Jogador - gols (pts) - assistências (pts) - penaltis (pts) - total

1º - Élton - 12 (24) - 4 (4) - 0 (0) - 28 pontos
2º - Pimpão - 10 (20) - 3 (3) - 2 (2) - 25 pontos
3º - Carlos Alberto - 6 (12) - 2 (2) - 0 (0) - 14 pontos
4º - Paulo Sérgio - 2 (4) - 8 (8) - 2 (2) - 14 pontos
5º - Léo Lima - 6 (12) - 1 (1) - 0 (0) - 13 pontos
6º - Jéferson - 4 (8) - 3 (3) - 0 (0) - 10 pontos
7º - Nílton - 4 (8) - 1 (1) - 0 (0) - 9 pontos
8º - Ramón - 2 (4) - 5 (5) - 0 (0) - 9 pontos
9º - Faioli - 3 (6) - 1 (1) - 1 (1) - 8 pontos
10º - Edgar - 3 (6) - 0 (0) - 0 (0) - 6 pontos
11º - Allan Kardec - 2 (4) - 1 (1) - 1 (1) - 6 pontos
12º - Enrico - 2 (4) - 1 (1) - 0 (0) - 5 pontos
13º - Tiago - 2 (4) - 0 (0) - 0 (0) - 4 pontos
14º - Titi - 2 (4) - 0 (0) - 0 (0) - 4 pontos
15º - Vilson - 2 (4) - 0 (0) - 0 (0) - 4 pontos
16º - Fernando - 1 (2) - 0 (0) - 1 (1) - 3 pontos
17º - Matheus - 1 (2) - 0 (0) - 0 (0) - 2 pontos
18º - Gian - 1 (2) - 0 (0) - 0 (0) - 2 pontos
19º - Souza - 1 (2) - 0 (0) - 0 (0) - 2 pontos
20º - Alex Teixeira - 0 (0) - 2 (2) - 0 (0) - 2 pontos
21º - Amaral - 0 (0) - 1 (1) - 0 (0) - 1 ponto
22º - Fágner - 0 (0) - 1(1) - 0 (0) - 1 ponto
23º - Bruno Gallo - 0 (0) - 0 (0) - 1 (1) - 1 ponto
24º - Pará - 0 (0) - 1 (1) - 0 (0) - 1 ponto

Coluna do Portuga - "É hora de manter os pés no chão"


Por André Schmidt

Estas duas últimas semanas não foram de alegrias para a torcida vascaína. Foram quatro jogos, nenhuma vitória, a eliminação na Copa do Brasil, a perda da invencibilidade na Série B e uma queda na tabela de classificação. Nada que possa apavorar os cruzmaltinos e desestabilizar os jogadores, mas é preciso manter os pés no chão. Apesar dos maus resultados, o Vasco - na maioria das vezes - se apresentou de uma forma honrosa e com os jogadores mostrando disposição e gana. E na Segundona, isto é tudo que precisamos. A nós, torcedores, cabe continuar apoiando e dando espetáculo. Aos nossos atletas e comissão técnica fica o aprendizado e a lição de que o caminho não será fácil, mas temos condições lutar! É hora de parar, pensar e refletir, mas no sábado - dia do jogo contra o líder Guarani - voltaremos a nos movimentar para seguir na nossa escalada rumo a Série A.

Baú do Portuga: há 40 anos, Clássico dos Milhões tinha público superior à 130 mil

Por André Schmidt

Vasco Da Gama 1 x 1 Flamengo (RJ)

Data: 08/06/1969
Campeonato Carioca
Local : Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro - RJ)
Arbitro : Amilcar Ferreira
Público : 131.256
Gols : Acelino (Vasco 34/1ºT) e Dionísio (Flamengo 33/2ºT)

Vasco - Andrada, Fidélis, Moacir, Orlando, Lourival, Alcir, Buglê, Benetti (Fernando), Nei, Bianchini (Valfrido) e Acelino Técnico : Evaristo De Macedo

Flamengo - Dominguez, Murilo, Guilherme, Onça, Paulo Henrique, Liminha, Rodrigues Neto, Doval, Luís Cláudio (Fio), Dionísio e Arílson Técnico : Tim

domingo, 7 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Jéfferson Muniz, volante do Vasco

Por André Schmidt

AS - Há quanto tempo você está no Vasco? E até quando vai o seu contrato?
JM - Eu chegei ao Vasco no em janeiro de 2006, na categoria juvenil, e tenho contrato ate 2011.

AS - Atuando pelo Expressinho, você teve a sua primeira oportunidade como profissional em um amistoso na Coréia do Sul. Como foi essa experiência?
JM - Esse jogo na Coréia nao foi como eu queria que fosse a minha estreia no profissional,porque perdemos o jogo e eu queria estrear aqui em São Januário, bem pertinho da torcida. Mas foi uma experiência boa, aprendi bastante com essa partida.

AS - Nesta sua partida de estreia você jogou como zagueiro, mas a sua real posição é a de volante. Em qual você prefere atuar?
JM - O treinador Gaúcho pediu pra que eu jogasse na zaga, mas minha posição de origem é volante. Eu prefiro jogar no meio.

AS - Você acredita que poderá ter uma real oportunidade ainda este ano com o Dorival?
JM - Esse ano eu não sei mas estou trabalhando muito para isso. Tudo acontece comforme a vontade de Deus.

AS - Como você definiria o seu estilo de jogo?
JM - Eu sou um volante que marco muito forte e na bola,tenho características de muitos desarmes e poucas faltas. Quando estou com a bola saio com qualidade, sem errar muitos passes.

AS - Tem algum jogador em que você se espelhe?
JM - Vejo muitos jogadores como exemplo, procuro pegar as coisas positivas da carreira deles. Mas não tem nenhum especifico.

AS - Como foi a convivência de vocês, da base, com jogadores como Edmundo e Romário?
JM - Foi uma experiência muito boa, é um sonho realizado. Só fico triste de não ter tido a oportunidade de ter jogado com eles.

AS - Você tem o sonho de jogar na Europa?
JM - Eu tenho sim. Acho que todo jogador hoje em dia tem esse sonho.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
JM - Torcida vascaina, dias melhores virão! Está chegando a hora de sorrir, chega de tristeza.