Por André SchmidtDepois de alguns anos sem um time competitivo, parece que finalmente o Vasco vai ganhando corpo. Não só os 11 que entram em campo, mas sim todo o elenco. E isso me obriga a fazer uma comparação quase que inevitável com a montagem do grupo vitorioso nas temporadas 97/98. Sei que ainda nem começamos, sequer conseguimos um título, mas alguns fatores me fazem remeter ao passado. Os anos de 95 e 96 foram trágicos para o clube, com o elenco sendo mudado à todo momento, poucos atletas se mantiveram no grupo e alcançaram a glória anos depois, assim como de 2009 para cá. Daquele grupo da década de 90, apenas Carlos Germano, Luisinho e Juninho passaram ilesos pelos anos de tormenta. Juntaram-se a eles em 96 os jovens Felipe e Pedrinho, e os recém contratados Ramón Menezes e Edmundo. Dos atuais titulares, apenas Fernando Prass, Fágner e Ramón disputaram a Série B. O elenco agora tem a volta do mesmo Felipe - ou quase o mesmo - de 97, Bernardo, assim como Pedrinho, começa a alcançar a sua maturidade em campo. A garra, a paixão, o inesperado fica por conta de Diego Souza, o novo Anima da Colina. Não é bem uma comparação entre as duas equipes, mas sim entre os momentos que precederam os anos de glória e hoje. Em 95/96 e iníco de 97 - Carioca e início do Brasileiro - o time era visto assim: Germano era só um goleiro com altos e baixos (Prass), Odvan um desconhecido (Anderson Martins), Galvão a salvação da defesa (Dedé), Luisinho o cão de guarda mas que exagerava nas faltas (Eduardo Costa), Nasa o questionado (Rômulo), Pedrinho a revelação (Bernardo), Juninho o maestro (Felipe), Edmundo o craque emocionalmente inconstante (Diego Souza), Evair a solução para o ataque (Alecsandro). Diferente no papel e, por enquanto, na história. Mas toda história com final feliz tem um início triste. Já tivemos o nosso em 2008, agora é só esperar o desfecho desta história.