domingo, 11 de abril de 2010

Coluna do Portuga - "Um dia nada comum"

Por André Schmidt

Não é um dia comum. Muito menos um dia tranquilo e relaxante de domingo.
É dia de clássico. É dia de Flamengo e Vasco. Dia de decisão.
A calmaria da manhã de domingo é trocada pela ansiedade, pela expectativa.
Nas ruas, camisas e bandeiras demonstram a importância da partida, dividindo a população por uniformes.
As areias das praias ganham um rival. Um adversário imponente: o Maracanã.
Com a camisa no corpo e a bandeira na mão se inicia o dia.
O amanhecer trás algo de diferente, de novo, excitante.
Se a noite anterior dificulta o sono, a manhã de domingo antecipa o acordar.
Não é um dia comum...
Nas padarias não se fala em outra coisa.
As bandeiras tremulam nas janelas e sacadas dos prédios.
Não é uma partida de 90 minutos. Começa uma semana antes e não tem dia para terminar.
Se é que termina... É algo constante, uma disputa no dia a dia, está no cotidiano dos torcedores.
Sem dúvida, não é um dia normal...
A Cruz de Malta, no peito, bate seguindo o rítmo do coração do vascaíno apaixonado. Dita o tom do que virá a ser o jogo.
E pela voz de seus torcedores a paixão pelo Gigante é exaltada, do amanhecer até virar a madrugada...
O que esperar de um dia como esse? Como lidar com esse amor?
A resposta não existe... Não é um dia normal, não é para ser entendido ou explicado, é para ser vivido...

Um comentário:

  1. Pena que um Arruda estragou nossa alegria...

    S.V.,

    Vinícius Faustini

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